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Feridas e estomias

Prontuário para feridas e estomaterapia

Para enfermeiras e enfermeiros que tratam feridas e estomias, no consultório ou em domicílio. Cada lesão tem a sua ficha de avaliação e as suas fotos, comparadas com as do atendimento anterior, e a Escala de Braden fica dentro da consulta.

Atualizado em

A ficha de avaliação de feridas

Uma paciente com úlcera venosa na perna e lesão por pressão no calcâneo tem duas feridas, e cada uma ganha número, ficha e fotos próprios. A ficha abre em seções que mostram quantos campos você já preencheu. Nenhum campo é obrigatório: dá para registrar só o que a visita de hoje permitiu.

Dados gerais e etiologia

Primeiro vem o básico: ferida aguda ou crônica, há quanto tempo existe (em dias, meses ou anos), se já teve tratamento e se é recidiva. A etiologia sai de uma lista, com a classificação de cada tipo quando ela existe:

Localização e medidas

Você marca a ferida num mapa do corpo, com vistas de frente, de costas, das laterais, das mãos e dos pés, e a região escolhida preenche a localização. Depois registra comprimento, largura, profundidade e túneis. A área é calculada a partir do comprimento e da largura.

Leito, bordas e pele ao redor

O leito aceita mais de um tecido ao mesmo tempo, cada um com a sua observação: epitelização, granulação saudável ou não saudável, hipergranulação, esfacelo, necrose, tecido fibrinoso e exposição de estruturas profundas. As bordas têm forma, condição e cor. Para a pele perilesional são onze opções, de íntegra e macerada a dermatite ocre, induração, lesões satélites e lipodermatoesclerose.

Exsudato, infecção e biofilme

O exsudato é registrado por cor, consistência, odor e quantidade, junto com o tratamento e a cobertura aplicados naquela visita. Os sinais de infecção vêm numa lista de checagem separada em infecção local e profunda, pelos mnemônicos UPPER e LOWER. O biofilme tem os seus sinais diretos e indiretos para marcar, como o material gelatinoso que se refaz 24 a 48 horas depois da remoção mecânica.

Enfermeira trocando o curativo da perna de uma paciente

O que a Resolução Cofen 787/2025 pede no registro

A Resolução Cofen 787/2025 regulamenta a atuação da enfermagem no cuidado às pessoas com lesões cutâneas e revogou a Resolução 567/2018. O anexo dela lista o que o enfermeiro deve registrar no prontuário. Cada item tem o seu lugar na NurseUp:

Item do registro (Resolução 787/2025)Onde fica na NurseUp
Identificação da pessoaCadastro da paciente, ligado a cada atendimento
Etiologia da lesãoLista de etiologias, com estágio, grau ou tipo
Tipo de tecidoLeito da ferida, com mais de um tecido por lesão
Presença de infecção ou inflamaçãoSinais de infecção local e profunda, e biofilme
Exsudato: aspecto, quantidade e odorCor, consistência, odor e quantidade
Borda da ferida e pele perilesãoBordas (forma, condição e cor) e pele perilesional
Intervenções realizadasTratamento e cobertura aplicados no atendimento
Prescrições de enfermagemPrescrição de cuidados com frequência e responsável
Solicitação de exames e encaminhamentoDocumentos em PDF, assinados digitalmente
Assinatura e carimbo do profissionalAssinatura digital com o seu nome e o seu COREN

A resolução também pede que o cuidado seja precedido de consulta de enfermagem, com as etapas do processo de enfermagem (art. 3º). O anexo também fala em usar escalas de avaliação validadas e termo de autorização para uso de imagem, com armazenamento seguro das informações. E o art. 5º reconhece a autonomia do enfermeiro para abrir consultório, clínica ou empresa e fazer atendimento domiciliar de pessoas com lesões cutâneas.

Evolução por imagens

A foto é tirada dentro do atendimento. Você tira na hora pela câmera do próprio atendimento, ou escolhe uma imagem do aparelho, e escreve uma descrição curta, como “ferida em calcâneo direito antes do curativo”. Assim a foto vai direto para o prontuário da paciente, e não para o meio das fotos de família no seu celular.

Na ficha da paciente, a aba Evolução por imagens junta as fotos e as medidas de cada lesão ao longo do tempo, com um identificador como “Lesão 3 · acompanhamento 2”. Se uma lesão que você abriu como nova é, na verdade, a mesma de um acompanhamento anterior, você liga as duas e o histórico fica contínuo. A aba também acompanha estomias e pés.

Para comparar, há três modos: lado a lado, antes e depois com um controle deslizante sobre as duas fotos, e a sequência completa. O gráfico mostra comprimento, largura e profundidade com as medidas que você registrou. O sistema não tira nenhuma medida da imagem. Junto aparecem a área da primeira e da última avaliação e a tendência que você marcou na evolução, de melhora, estabilidade ou piora.

Paciente que não autorizou foto continua com o histórico: a ferida medida e sem imagem aparece com as medidas de cada atendimento. E o PDF do atendimento leva o registro fotográfico daquela consulta.

Fotos, consentimento de imagem e LGPD

Foto de ferida é dado referente à saúde, e a Lei Geral de Proteção de Dados trata esse tipo de dado como sensível (Lei 13.709/2018, art. 5º, II), com hipóteses próprias para o tratamento (art. 11). A Resolução Cofen 787/2025, no anexo, pede termo de autorização para uso de imagem e armazenamento seguro.

Na NurseUp, o consentimento de uso de imagem é um dos três termos que a paciente recebe pelo link e assina, ao lado do aceite de atendimento domiciliar e do termo de dados. O texto padrão diz que as imagens servem só ao prontuário, à comunicação assistencial e à qualidade do cuidado, e você pode ajustá-lo.

Antes de ser guardada, cada imagem é reprocessada e perde a localização, os dados do aparelho e as miniaturas embutidas. O arquivo recebe um nome aleatório, nunca o nome ou o CPF da paciente. Ele fica em armazenamento privado e só abre por link temporário. Na evolução por imagens, as miniaturas aparecem desfocadas até você escolher ver.

Estomaterapia e a ficha da pessoa com estomia

A ficha de estomia serve para estomias de eliminação e de alimentação. Os campos de gastrostomia e cateter só aparecem quando fazem sentido. São dez seções:

Escala de Braden na consulta

A Escala de Braden tem seis itens e vai de 6 a 23 pontos. Na NurseUp ela fica dentro da avaliação e já chega com sugestões tiradas do que você registrou. Se a paciente está acamada, mobilidade e atividade vêm marcadas, com o motivo escrito ao lado. Você confere, muda o que precisar, e o escore entra na série histórica. A Escala de Norton também está lá, junto com Morse, Glasgow e EVA. Dá para experimentar a calculadora da Escala de Braden e a da Escala de Norton sem criar conta.

Podiatria e pé diabético

Para o pé diabético, a ficha de feridas tem a etiologia de úlcera de pé diabético ou neuropática. O módulo de podiatria clínica traz os exames dermatológico, ungueal, neurológico e vascular do pé, e sugere a categoria de risco do IWGDF, o SINBAD e o WIfI a partir do que você já avaliou. Quem confirma é você.

Quanto custa

Todas as fichas desta página estão no plano gratuito, com até 2 pacientes, sem prazo e sem cartão. A partir da terceira paciente, o Individual custa R$ 79,90/mês, com R$ 39,95 nos 3 primeiros meses, e inclui o estoque, onde você acompanha o custo de cada cobertura. O resto do prontuário está na página do prontuário eletrônico para enfermagem, e os planos em planos e preços.

Se você tem uma paciente com ferida na agenda desta semana, cadastre essa paciente primeiro e faça a próxima troca de curativo já com foto e medida no prontuário.

Perguntas

Perguntas frequentes

Como fazer evolução de feridas em enfermagem?

Compare com o atendimento anterior: medidas, tecido do leito, exsudato, bordas, pele ao redor e sinais de infecção, além das fotos. Depois registre a resposta ao tratamento e a conduta seguinte. Na NurseUp, o retorno já traz a avaliação da última consulta, e a evolução por imagens mostra a mesma lesão lado a lado. O passo a passo está no guia de evolução de feridas.

Qual ficha de avaliação de feridas usar?

Uma que tenha os itens que a Resolução Cofen 787/2025 pede no registro: etiologia, tipo de tecido, infecção, exsudato (aspecto, quantidade e odor), borda, pele perilesão, intervenções e prescrições. A ficha da NurseUp tem todos eles, e ainda medidas, mapa do corpo e biofilme.

Posso fotografar a ferida da paciente?

Pode, com autorização. A Resolução Cofen 787/2025 fala em termo de autorização para uso de imagem e armazenamento seguro, e a foto é dado de saúde, sensível pela LGPD. Na NurseUp, o termo de uso de imagem vai no link de consentimentos, e a foto perde a localização e os dados do aparelho antes de ser guardada.

A NurseUp mede a ferida pela foto?

Não. As medidas são as que você registra: comprimento, largura, profundidade e túneis. A área é calculada a partir do comprimento e da largura, e o gráfico de evolução usa só esses números.

Enfermeiro pode prescrever cobertura?

Pode. Pela Resolução Cofen 787/2025, cabe ao enfermeiro participar da avaliação, da seleção, da indicação e da prescrição de coberturas e tecnologias adjuvantes (art. 4º). O guia de coberturas para feridas mostra como escolher por tipo de tecido e de exsudato.

Enfermeira pode abrir consultório de feridas?

Pode. A Resolução Cofen 787/2025 reconhece a autonomia do enfermeiro para abrir consultórios, clínicas e empresas e para fazer atendimento domiciliar de pessoas com lesões cutâneas (art. 5º). Para quem trata lesões complexas, recomenda pós-graduação lato sensu na área (art. 9º). Veja como abrir consultório de enfermagem.

Fontes e referências

  1. Resolução Cofen nº 787, de 21 de agosto de 2025: atuação da enfermagem no cuidado a pessoas com lesões cutâneas. Consultado em .
  2. Resolução Cofen nº 736, de 17 de janeiro de 2024: implementação do Processo de Enfermagem. Consultado em .
  3. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018: Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Consultado em .

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