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Escalas clínicas

Escala de Norton: calculadora online

Some os cinco itens da escala de Norton e veja o risco de lesão por pressão. Depois da calculadora: o que cada item avalia, como ler o total, por que os pontos de corte variam entre publicações e o que muda em relação à Braden.

Atualizado em

Calculadora da escala de Norton

Marque uma opção em cada item. O total muda a cada clique, e a classificação aparece quando os cinco itens estão marcados. Nada do que você marca é gravado nem enviado: a conta acontece no seu próprio navegador.

Condição física
Estado mental
Atividade
Mobilidade
Incontinência

0 pontos (escala de 5 a 20)

Incompleta

0 de 5 itens marcados

Para que serve a escala de Norton

A escala de Norton estima o risco de lesão por pressão. Ela vem de 1962, de um estudo sobre problemas de enfermagem geriátrica em hospitais, publicado por Doreen Norton, Rhoda McLaren e A. N. Exton-Smith. Uma revisão brasileira de 2016, na Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, a descreve como a primeira escala de risco de lesão por pressão a ser desenvolvida.

São cinco fatores, cada um de 1 a 4 pontos: condição física, estado mental, atividade, mobilidade e incontinência. Como em qualquer escala de risco, o número não substitui o exame da pele: a nota técnica da Anvisa sobre lesão por pressão pede a avaliação completa da pele de quem está em risco.

Os cinco itens

As tabelas de referência da Norton trazem só o nome de cada nota, sem a descrição longa que a Braden tem para cada uma. Por isso, a leitura depende mais de quem avalia. Se você trabalha em equipe, combine como cada nota é lida, para que duas pessoas cheguem ao mesmo número.

Condição física

O estado geral da pessoa: boa (4), regular (3), ruim (2) ou muito ruim (1).

Estado mental

Alerta (4), apático (3), confuso (2) ou em estupor (1).

Atividade

O quanto a pessoa sai da cama e anda: ambulante (4), anda com ajuda (3), passa o dia na cadeira (2) ou está acamada (1).

Mobilidade

A capacidade de mudar a posição do corpo: total (4), levemente limitada (3), muito limitada (2) ou imóvel (1).

Incontinência

Nenhuma (4), ocasional (3), habitual (2), que nas tabelas em inglês aparece como habitualmente urinária, ou urinária e fecal (1).

Como interpretar a pontuação

Quanto menor o total, maior o risco. A tabela mostra as faixas desta calculadora, que são as mesmas da NurseUp.

PontuaçãoClassificação
5 a 12Alto risco
13 e 14Risco
15 a 20Sem risco / baixo risco

Aqui as publicações não concordam entre si, e é melhor saber disso antes de comparar o seu número com o de outro serviço. A tabela do dicionário médico Taber's, que reproduz a escala de 1962, marca risco a partir de 14 pontos ou menos. O Manual Merck, numa versão adaptada de um artigo da própria Doreen Norton de 1989, considera alto risco qualquer total abaixo de 14. A calculadora segue a linha de risco em 14 e separa o alto risco a partir de 12. Se o seu serviço usa outra divisão, siga o protocolo e registre sempre o total, que é o que permite comparar uma avaliação com a seguinte.

Um exemplo. Senhora de 88 anos, atendida em casa, em condição física ruim (2), confusa (2), que passa o dia na cadeira (2), com mobilidade muito limitada (2) e incontinência urinária habitual (2). Total: 10, alto risco.

Norton ou Braden?

As duas avaliam o risco de lesão por pressão. Os itens se parecem, mas as diferenças mudam o resultado. A Norton tem cinco itens e vai de 5 a 20; a Braden tem seis e vai de 6 a 23. A Norton olha condição física geral, estado mental e incontinência. A Braden troca esses itens por percepção sensorial, umidade, nutrição e fricção e cisalhamento, cada nota com uma descrição detalhada.

No Brasil, a Braden é a escala citada pela nota técnica da Anvisa sobre prevenção de lesão por pressão como exemplo de instrumento validado, e foi a mais usada nos estudos reunidos pela revisão integrativa publicada em 2016. Isso não torna a Norton errada. O que não dá é trocar de escala no meio do acompanhamento do mesmo paciente: os totais são de réguas diferentes e não se comparam.

Quando reavaliar

Nenhuma das fontes desta página fixa uma frequência própria para a Norton. A nota técnica da Anvisa fala da avaliação de risco de lesão por pressão em geral: pede avaliação na admissão, acompanhamento diário durante a internação e nova avaliação quando a condição clínica muda. Fora do hospital, use o gatilho da mudança: piora do estado geral, confusão nova, perda de mobilidade ou incontinência que começou.

A Norton no prontuário eletrônico

Na NurseUp, a Norton fica na barra Escalas clínicas do atendimento, com Braden, Morse, Glasgow e a escala visual analógica de dor. Você marca os cinco itens, o total e a classificação aparecem na hora e ficam no registro da consulta. Para o acompanhamento de feridas, com fotos e evolução, veja o prontuário para feridas e estomaterapia; se preferir a escala mais usada nos protocolos brasileiros, use a calculadora da escala de Braden.

Perguntas

Perguntas frequentes

Para que serve a escala de Norton?

Para estimar o risco de lesão por pressão. Ela soma cinco fatores, condição física, estado mental, atividade, mobilidade e incontinência, e quanto menor o total, maior o risco.

Como calcular a escala de Norton?

Dê de 1 a 4 pontos para cada um dos cinco itens e some. O total fica entre 5 e 20. A calculadora desta página faz a soma e mostra a faixa.

Qual a pontuação de risco na escala de Norton?

Nesta calculadora, 14 ou menos já indica risco, e 12 ou menos indica alto risco. As publicações variam: há tabelas que marcam risco a partir de 14 e outras que chamam de alto risco qualquer total abaixo de 14. Siga o protocolo do seu serviço.

Qual a diferença entre a escala de Norton e a de Braden?

A Norton tem cinco itens (5 a 20 pontos) e inclui condição física, estado mental e incontinência. A Braden tem seis (6 a 23 pontos) e inclui percepção sensorial, umidade, nutrição e fricção e cisalhamento. As duas medem risco de lesão por pressão, mas os totais não se comparam.

A escala de Norton ainda é usada?

Sim. Ela aparece em estudos que comparam escalas de risco, como os reunidos na revisão de 2016 da Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde. No Brasil, porém, a escala que a nota técnica da Anvisa cita como exemplo de instrumento validado é a Braden.

Fontes e referências

  1. The Norton Scale (Norton, McLaren e Exton-Smith, 1962): tabela do Taber's Cyclopedic Medical Dictionary, 25ª edição. Consultado em .
  2. The Norton Scale for Predicting Pressure Ulcer Risk: Manual Merck, versão para profissionais. Consultado em .
  3. Rocha SCG, Oselame GB, Mello MGS, Neves EB. Comparação das escalas de avaliação de risco de lesão por pressão. Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, 2016;18(4):143-151. Consultado em .
  4. Anvisa. Nota Técnica GVIMS/GGTES/Anvisa nº 05/2023: práticas de segurança do paciente em serviços de saúde, prevenção de lesão por pressão. Consultado em .

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