NurseUp
Prontuário eletrônico para enfermagem
Prontuário eletrônico para enfermeiras e enfermeiros autônomos: processo de enfermagem, feridas com fotos, escalas e assinatura digital. Grátis até 2 pacientes.
Podiatria clínica
Para enfermeiras e enfermeiros que atendem pés, no consultório ou em domicílio. A ficha de podiatria cobre os exames dermatológico, ungueal, neurológico e vascular, e a avaliação do pé diabético chega com a categoria de risco do IWGDF, o SINBAD e o WIfI sugeridos a partir do que você examinou.
Dona Cecília tem 71 anos, diabetes há quinze e chega pela unha do hálux direito, que encravou de novo. A unha é o motivo da consulta, mas o que decide o intervalo até a próxima é o resto do pé: a sensibilidade, os pulsos, o calo sob a primeira cabeça metatarsal, a sandália de tira fina. A ficha de podiatria da NurseUp foi montada para você não esquecer esse resto.
A ficha é um módulo do atendimento. Você adiciona quando precisa ou deixa marcado em Configurações para aparecer sempre. No topo fica a história podológica e a queixa atual: úlcera ou amputação prévia, cirurgia no pé, internação por infecção, uso de órtese ou palmilha, e a dor pela EVA, com local, caráter e se piora ao andar ou em repouso. Abaixo, oito seções abrem uma por vez e mostram quantos campos você já preencheu. Nenhum campo é obrigatório.
É onde aparece boa parte do risco evitável. Você marca quem corta as unhas, se a pessoa usa lâmina ou calicida por conta própria, se anda descalça em casa, se consegue ver e alcançar os próprios pés e se já recebeu orientação estruturada. As meias têm material, costura e elástico. O calçado em uso é avaliado item a item, como adequado ou inadequado: comprimento (1 a 2 cm além do dedo mais longo), largura nas cabeças metatarsais, altura da caixa dos dedos, costura interna, desgaste do solado e estado da palmilha.
Xerose, fissura, hiperceratose, calosidade, bolha, maceração e micose interdigital, hiperidrose, anidrose, rarefação de pelos. Cada achado pode ser marcado num mapa dos pés, nas vistas plantar e dorsal de cada lado, com a legenda do instrumento impresso: C para calosidade, F para fissura, U para úlcera, A para amputação prévia, e assim por diante. Pele, temperatura e edema que você já registrou na avaliação geral aparecem no topo do bloco, por lado, sem precisar digitar de novo.
O exame é unha por unha, do hálux ao quinto dedo, em cada pé: onicomicose, onicocriptose, onicogrifose, onicólise, onicorrexe, hematoma subungueal, paroníquia e espessamento. A unha marcada com onicocriptose ganha o estadiamento de Mozena, do estágio I ao III, com ilustração. A unha com onicomicose ganha o Índice de Severidade da Onicomicose (ISO): área afetada vezes proximidade da matriz, mais 10 pontos quando há faixa longitudinal, dermatofitoma ou hiperceratose subungueal acima de 2 mm. O resultado sai classificado como leve (1 a 5), moderado (6 a 15) ou grave (16 a 35).
As diretrizes de 2023 do IWGDF (International Working Group on the Diabetic Foot) pedem que a pessoa com diabetes seja rastreada para perda da sensibilidade protetora e doença arterial periférica, porque são essas duas coisas que colocam o pé em risco. A ficha segue essa lógica.
No exame neurológico, você marca os pontos do monofilamento de 10 g direto sobre a ilustração plantar de cada pé: os quatro pontos principais (polpa do hálux, primeira, terceira e quinta cabeças metatarsais) e seis complementares. Depois vêm diapasão de 128 Hz no hálux, Ipswich Touch Test, sensibilidade dolorosa, térmica e reflexo aquileu, sempre direito e esquerdo, e os sintomas que a pessoa relata, como queimação e dormência que pioram à noite. O bloco termina com a sua conclusão: sensibilidade protetora preservada ou perdida.
No exame vascular, os pulsos tibial posterior e pedioso, o enchimento capilar e a temperatura vêm da avaliação geral, por lado. Aqui ficam os sinais do exame podológico (claudicação intermitente, dor em repouso, palidez à elevação, rubor pendente) e os índices. O ITB e o índice dedo-braço de cada perna já aparecem interpretados pelos limites do IWGDF:
| Índice | Valor | Leitura que aparece na ficha |
|---|---|---|
| Tornozelo-braquial (ITB) | Abaixo de 0,90 | Sugestivo de DAP |
| Tornozelo-braquial (ITB) | 0,90 a 1,30 | DAP menos provável |
| Tornozelo-braquial (ITB) | Acima de 1,30 | Artéria pouco compressível: interpretar pelo índice dedo-braço |
| Dedo-braço | Abaixo de 0,70 | Sugestivo de DAP |
| Dedo-braço | 0,70 ou mais | DAP menos provável |
Ainda no pé, a seção de musculoesquelético e marcha tem as deformidades reconhecidas por ilustração (hálux valgo, dedo em garra, dedo em martelo, pé cavo, pé plano, dedos sobrepostos), pé de Charcot, limitação de mobilidade articular, tipo de pisada, apoio, padrão de marcha e dispositivo de auxílio. São opções fechadas, para que a comparação entre consultas faça sentido.
Quando a pessoa tem diabetes marcado nas comorbidades, a ficha abre a estratificação de risco. Assim que você conclui o exame neurológico, o sistema cruza a sensibilidade, os pulsos e os índices, as deformidades e os antecedentes, e sugere uma categoria, com os motivos escritos ao lado. Você pode usar a sugestão com um toque ou marcar outra. Se marcar outra, a ficha registra a sua e pede o motivo nas observações. A decisão é sua.
| Categoria | Quando | Reavaliação |
|---|---|---|
| 0 · Muito baixo | Sem perda de sensibilidade protetora e sem sinais de DAP | 1 vez por ano |
| 1 · Baixo | Perda de sensibilidade protetora ou DAP | A cada 6 a 12 meses |
| 2 · Moderado | Perda de sensibilidade + DAP, ou qualquer um deles + deformidade | A cada 3 a 6 meses |
| 3 · Alto | Perda de sensibilidade ou DAP + úlcera prévia, amputação ou doença renal crônica terminal | A cada 1 a 3 meses |
Os intervalos são os da tabela de estratificação das diretrizes práticas do IWGDF de 2023, que avisa que eles se baseiam em opinião de especialistas. No caso da Dona Cecília: o monofilamento falhou em dois pontos do pé direito, você concluiu perda da sensibilidade protetora e os pulsos estão cheios. A sugestão seria categoria 1. Com o hálux valgo que você marcou no exame musculoesquelético, passa para 2, e o retorno dela fica entre 3 e 6 meses.
Se há úlcera, você responde sim em "Há lesão em atividade?" e a seção abre o detalhe: lado, local, tempo de evolução, comprimento, largura, profundidade e leito. A área é calculada a partir do comprimento e da largura.
O IWGDF recomenda classificar a úlcera pelo SINBAD, um escore de 0 a 6 pontos com seis itens: local, isquemia, neuropatia, infecção bacteriana, área e profundidade. Na ficha, quatro deles chegam sugeridos a partir do que você já registrou. Isquemia sai dos pulsos e índices, neuropatia sai da conclusão do exame neurológico, área sai das medidas (acima ou abaixo de 1 cm²) e infecção sai da classificação de infecção. Local e profundidade dependem da lesão, e quem marca é você. As sugestões aparecem com um botão para usar todas de uma vez.
A infecção segue a classificação IWGDF/IDSA de 2023, em quatro graus: sem infecção, leve, moderada e grave, cada um com a sua definição na tela. E o WIfI combina ferida, isquemia e infecção, de 0 a 3 cada, num estágio clínico de 1 a 4 com o risco estimado de amputação em 1 ano. A isquemia do WIfI é sugerida pelo ITB da perna da lesão e a infecção pela classificação que você marcou. Você confirma ou corrige cada eixo.
No topo do módulo, uma síntese mostra numa linha o que importa: sensibilidade protetora, fluxo arterial, risco IWGDF e, se houver lesão, o SINBAD e o estágio do WIfI.
A ficha tem registro fotográfico próprio. As fotos do pé entram na aba Evolução por imagens da paciente, junto com feridas e estomias, e dá para comparar a mesma região entre atendimentos, lado a lado ou em sequência. Antes de ser guardada, cada imagem perde a localização e os dados do aparelho. O consentimento de uso de imagem vai no link que a paciente assina.
Para a úlcera que pede acompanhamento mais longo, a ficha de feridas tem a etiologia de úlcera de pé diabético ou neuropática, com leito, bordas, exsudato e biofilme. E como pessoa com neuropatia periférica costuma ter risco de queda, vale aplicar a Escala de Morse, que também fica dentro da avaliação.
A Resolução Cofen nº 813, de 14 de agosto de 2026, regulamenta a atuação da equipe de enfermagem em podiatria clínica. Alguns pontos que mexem com o seu registro:
Na NurseUp, a ficha de podiatria fica dentro do atendimento, ao lado da avaliação geral, dos diagnósticos, do planejamento, da prescrição de cuidados e da evolução, que são as etapas do processo de enfermagem da Resolução Cofen 736/2024. A solicitação de exames e o encaminhamento saem em PDF assinado digitalmente com o seu COREN, e o PDF do atendimento imprime o módulo de podiatria inteiro.
O módulo de podiatria está no plano gratuito, com até 2 pacientes, todas as funcionalidades clínicas, sem prazo e sem cartão. A partir da terceira paciente, o Individual custa R$ 79,90/mês, com R$ 39,95 nos 3 primeiros meses, sem fidelidade. O resto do prontuário está na página do prontuário eletrônico para enfermagem, e os planos em planos e preços. Se você atende em casa, veja também o prontuário para atendimento domiciliar.
Escolha a paciente com diabetes que volta primeiro na sua agenda, cadastre e faça o monofilamento já dentro da ficha. Na hora de fechar, a categoria de risco e a data do próximo retorno estarão na tela.
Perguntas
É o registro do atendimento podiátrico: queixa, história podológica, exames do pé, classificação de risco, condutas e evolução. Pela Resolução Cofen 813/2026, o cuidado em podiatria começa com a consulta de enfermagem e o registro vai para o prontuário, em papel ou eletrônico.
Pode. A Resolução Cofen 813/2026 regulamenta a atuação da equipe de enfermagem em podiatria clínica e dá ao enfermeiro autonomia para atuar em serviços públicos e privados. Para o título de especialista, pede pós-graduação de pelo menos 360 horas ou título de sociedade reconhecida.
Pelas diretrizes do IWGDF de 2023: procure úlcera, teste a sensibilidade protetora com monofilamento de 10 g ou diapasão de 128 Hz, palpe os pulsos e pergunte por claudicação. Se houver perda de sensibilidade ou DAP, faça o exame completo (pele, deformidades, calçado, autocuidado) e classifique o risco de 0 a 3, que define a frequência das reavaliações.
Não. A NurseUp sugere a categoria do IWGDF, os itens do SINBAD e os eixos do WIfI a partir do que você examinou, com os motivos escritos ao lado. Você confirma ou escolhe outra opção, e vale sempre o que você marcou.
É a classificação de úlcera do pé diabético recomendada pelo IWGDF, com seis itens que valem 0 ou 1 ponto: local (Site), isquemia, neuropatia, infecção bacteriana, área e profundidade (Depth). O total vai de 0 a 6 e ajuda a comunicar a gravidade entre profissionais.
Na NurseUp, o módulo de podiatria está no plano gratuito, para até 2 pacientes. Da terceira em diante, o Individual custa R$ 79,90/mês, com os 3 primeiros meses por R$ 39,95, sem fidelidade e sem taxa de instalação.
NurseUp
Prontuário eletrônico para enfermeiras e enfermeiros autônomos: processo de enfermagem, feridas com fotos, escalas e assinatura digital. Grátis até 2 pacientes.
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Ficha de avaliação de feridas e estomias, evolução por imagens lado a lado e Escala de Braden na consulta. Prontuário eletrônico para enfermagem em feridas.
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