Calculadora
Escala de Braden: calculadora online
Calculadora da escala de Braden com o total e o risco de lesão por pressão na hora, cada item explicado, tabela de pontuação e quando reavaliar, com fontes.
Escalas clínicas
Calcule o risco de queda em seis itens, com o total e a classificação na hora. Depois da calculadora, cada item explicado pela versão brasileira da escala, a tabela de interpretação e quando refazer a avaliação.
Marque uma opção em cada item. O total muda a cada clique, e a classificação aparece quando os seis itens estão respondidos. Nada do que você marca é gravado nem enviado: a conta acontece no seu próprio navegador.
A escala de Morse, ou Morse Fall Scale, estima o risco de queda. Foi publicada em 1989 por Morse, Morse e Tylko no Canadian Journal on Aging, com o título "Development of a scale to identify the fall-prone patient": uma escala para identificar o paciente propenso a cair.
A versão brasileira saiu em 2013, na Revista da Escola de Enfermagem da USP. Urbanetto e colaboradores fizeram a tradução, a retrotradução, a avaliação por comitê de especialistas e o teste com 90 pacientes de um hospital universitário. A concordância entre avaliadores ficou em kappa de 0,80 ou mais na maior parte dos itens, e a reprodutibilidade foi considerada excelente, com coeficiente de correlação intraclasse de 0,982. Os autores concluíram que a escala é apropriada para pacientes brasileiros hospitalizados.
No estudo de adaptação brasileira, a escala foi aplicada de forma simultânea e independente por enfermeiros e fisioterapeutas. Nos serviços, quem preenche fica no protocolo da instituição: no procedimento do Hospital Universitário da UFGD, da rede Ebserh, o instrumento de classificação de risco de queda é preenchido pelo enfermeiro.
A pontuação depende de seguir as definições à risca. Na adaptação brasileira, a marcha foi o item em que os avaliadores menos concordaram (kappa de 0,798, ainda considerado substancial). Leia as definições abaixo antes de usar a escala pela primeira vez.
As definições a seguir resumem as definições operacionais da versão brasileira (Urbanetto e colaboradores, 2013), como aparecem no protocolo do HU-UFGD. Os nomes das opções são os da calculadora.
Vale 25 se a pessoa caiu durante a internação ou teve queda nos últimos três meses por causa fisiológica, como convulsão ou marcha comprometida. Sem queda nesse período, vale 0.
Vale 15 quando o prontuário tem mais de um diagnóstico médico, e 0 quando tem apenas um. Uma paciente com hipertensão e diabetes, por exemplo, já marca 15.
Vale 0 para quem anda sem equipamento, anda com a ajuda de alguém da equipe, usa cadeira de rodas ou está acamado e não sai da cama sozinho. Vale 15 para quem usa muletas, bengala ou andador. Vale 30 para quem se movimenta apoiando-se nos móveis ou nas paredes, que é a pontuação mais alta do item.
Vale 20 se a pessoa tem dispositivo endovenoso, com infusão contínua ou não, salinizado ou heparinizado. Cateter totalmente implantado que não está em uso conta 0.
Normal vale 0: cabeça ereta, braços balançando livremente e passos largos, sem hesitação. Quem está acamado ou usa cadeira de rodas, sem deambular, também marca 0. Fraca vale 10: passos curtos, às vezes vacilantes, mas a pessoa levanta a cabeça sem perder o equilíbrio e, se toca nos móveis, é de leve, para se sentir segura. Comprometida vale 20: dificuldade para levantar da cadeira, várias tentativas usando os braços, cabeça baixa olhando o chão, e a pessoa se agarra aos móveis, a alguém ou a um apoio e não consegue andar sem essa ajuda.
Pergunte: "Você consegue ir ao banheiro sozinho ou precisa de ajuda?". Se a resposta bate com o que está no prontuário e com a sua avaliação, a pessoa está orientada quanto à própria capacidade e marca 0. Se não bate, ela superestima a capacidade ou esquece as limitações, e marca 15.
Aqui é o contrário da Braden: quanto maior o total, maior o risco.
| Pontuação | Classificação |
|---|---|
| 0 a 24 | Baixo risco de queda |
| 25 a 44 | Risco moderado de queda |
| 45 ou mais | Alto risco de queda |
Essas são as faixas da escala original, citadas no artigo da versão brasileira como risco baixo, médio e alto, e usadas na tabela do protocolo do HU-UFGD. A calculadora chama a faixa do meio de risco moderado, como a NurseUp. Um cuidado: a adaptação brasileira não testou pontos de corte para a nossa população, e os autores lembram que outros estudos sugerem considerar a realidade de cada serviço. Se o seu protocolo usa outro corte, siga o protocolo e registre o total.
Um exemplo. Senhor de 74 anos que caiu há dois meses quando a perna falhou ao levantar da cama (25), hipertenso e diabético (15), anda com bengala (15), sem acesso venoso (0), com passos curtos e vacilantes mas sem perder o equilíbrio (10), e que sabe bem o que consegue fazer sozinho (0). Total: 65, alto risco de queda.
O protocolo do HU-UFGD, para pacientes internados acima de 18 anos, pede a escala até 24 horas depois da admissão, todos os dias, quando o quadro clínico muda e depois de qualquer queda durante a internação. O mesmo protocolo dispensa a escala para quem não tem atividade motora, como pacientes tetraplégicos, comatosos ou sedados, mantendo as medidas mínimas de prevenção de quedas.
A versão brasileira foi testada em pacientes adultos hospitalizados, e nenhuma dessas fontes define um intervalo de reavaliação para o domicílio ou o consultório. O critério que dá para levar para fora do hospital é o do protocolo: mudou o quadro ou houve queda, refaça.
Na NurseUp, a Morse fica na barra Escalas clínicas do atendimento, junto com Braden, Glasgow, Norton e a escala visual analógica de dor. O botão Sugerir aproveita o que você já registrou: uso de bengala ou andador na mobilidade, comorbidades nos antecedentes, acesso venoso e alteração cognitiva. Você confere cada resposta antes de adicionar ao registro. Para ver como a consulta inteira vira registro, veja o prontuário eletrônico para enfermagem; se o mesmo paciente também tem risco de lesão por pressão, use a calculadora da escala de Braden.
Perguntas
Responda os seis itens e some os pontos: histórico de queda (0 ou 25), diagnóstico secundário (0 ou 15), auxílio na deambulação (0, 15 ou 30), terapia intravenosa (0 ou 20), marcha (0, 10 ou 20) e estado mental (0 ou 15). A calculadora desta página faz a soma e mostra a faixa.
De 0 a 125 pontos. Até 24 é baixo risco de queda, de 25 a 44 é risco moderado (chamado de médio em alguns documentos) e 45 ou mais é alto risco.
Na versão brasileira, o item vale 15 quando há mais de um diagnóstico médico no prontuário, e 0 quando há apenas um.
Depende do protocolo de cada serviço. No protocolo do HU-UFGD, quem preenche é o enfermeiro. No estudo da versão brasileira, a escala foi aplicada por enfermeiros e fisioterapeutas.
Seis fatores ligados à queda: se a pessoa caiu nos últimos três meses, se tem mais de um diagnóstico, que tipo de apoio usa para andar, se tem acesso venoso, como é a marcha e se ela reconhece as próprias limitações.
No protocolo do HU-UFGD, para pacientes internados: até 24 horas depois da admissão, todos os dias, quando o quadro clínico muda e depois de qualquer queda. Fora do hospital, use o mesmo gatilho: mudou o quadro ou houve queda, refaça.
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